NIVEA VIVA JORGE BENJOR COM SKANK E CÉU

NIVEA VIVA JORGE BENJOR COM SKANK E CÉU

O projeto Nivea Viva vem promovendo, ao longo dos últimos anos, uma grande homenagem a um ídolo ou a um gênero da música brasileira. Em outras edições já foram homenageados Tom Jobim, a década de 80 e o samba. Desta vez, o escolhido foi uma das figuras mais ímpares da história desta tal música brasileira e que não encontra pares muito facilmente por aí: Jorge Benjor.

Para atuar como banda base da homenagem e comandar a festa, o escolhido foi o Skank. Uma escolha nem um pouco inusitada, exatamente porque faz todo sentido, como apontado pelo próprio Samuel Rosa, em um dos intervalos do show: “Se não fosse o Jorge, não existiria o Skank.” No DNA da banda estão as batidas, o groove e – porque não dizer? – o jeito de fazer samba inventado e patenteado por mestre Benjor. Para completar o lineup, a cantora Céu, esta sim aparentemente uma estranha no ninho, mas que se alguém tiver a curiosidade de montar a árvore genealogica de seu som, vai encontrar ali no fundo, bem escondida entre o clima cool de seu som, uma brasilidade genuína, escancarada em alguns momentos. Uma escolha nem tão lógica como o Skank, mas compreensível e ousada.

O show começa com o quarteto mineiro, acompanhado de metais e do percussionista Lincoln Cheib, mostrando suas versões bem particulares para os clássicos de Benjor. Céu entra e sai do palco, fazendo suas intervenções em canções como “Xica da Silva” e “País Tropical”. Mas é quando a Banda do Zé Pretinho e Jorge Benjor entram no palco que a homenagem começa a fazer sentido.

Com um arranjo inspirado para “Jorge da Capadócia”, Skank e Banda do Zé Pretinho mostram que a junção faz muito sentido, elevando a temperatura e criando um clima único para o show. De longe, o ponto alto do show, musicalmente falando. Na sequência, e pela próxima hora, Jorge Benjor e sua banda, fariam um show surpreendente para muitos, por conta do clima criado. Os arranjos, nitidamente orientados pelo lendário baixista Dadi, fogem do clima carnavalesco que se espera de um show de Benjor, porque apelam para um groove que esbarra em muitos momentos no reggae, no dub e até flerta com drum n’bass.

Por último, Skank, Céu e Benjor, juntos no palco, finalizam a celebração com clássicos da estirpe de “Taj Mahal” e “A Banda do Zé Pretinho”. Ao todo, mais de 40 músicas, escolhidas a dedo em um dos universos mais ricos da música brasileira. Uma pena que seja apenas um projeto, com poucos shows. A musicalidade deste encontro poderia ganhar mais datas e cidades pelo Brasil para que as novas gerações pudessem não somente conhecer a obra de Jorge, mas abrirem suas mentes para um possível novo som brasileiro que este mistura poderia oferecer.

Compartilhar:
NOSSO TIME

EXPEDIENTE


O ESQUEMA NOVO é feito por esta equipe supimpa!
#ESQUEMANOVO

REDES SOCIAIS


SEMPRE QUE PRECISAR

FALE CONOSCO


Dúvidas, elogios, envio de material, palpites
e até mesmo xingamentos por aqui!

INSTAGRAM