UM POUCO DE AR, POR FAVOR

UM POUCO DE AR, POR FAVOR

Sucesso de público na temporada de estreia em abril deste ano, com ingressos esgotados, o espetáculo “Um Pouco de Ar, Por Favor”estará em cartaz novamente, em curta temporada, no CCBB-BHde 02 a 12 de novembro – este é o mais recente trabalho da Cia Pierrot Lunar , que comemora, em 2018, 25 anos de trajetória. A peça poderá ser vista no Teatro II, do CCBB-BH, de sexta a segunda,às 19h, com ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada).

 

Este espetáculo foi patrocinado pelo Instituto Unimed BH, via Lei Municipal

de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, e conta com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil.

 

Um grupo de atores resolve discutir, numa peça de teatro, a opressiva sensação do presente, as incertezas com relação ao futuro e os valores do passado. Para isso, constroem personagens cujas trajetórias se dão em diferentes épocas. Esse é o ponto de partida datrama de “Um Pouco de Ar, Por Favor”.

 

“Queríamos falar de nós, do país, de nossa profissão, da arte, do momento que atravessamos, da falta de ar que estamos sentindo.” Essa fala é de Jorge, um dos personagens do espetáculo. Pequeno funcionário de banco da década de 1930, ele não tem lembranças do passado. Para o ator e fundador da Cia Pierrot Lunar Léo Quintão, “Jorge expressa o que nós, atores de uma companhia no alto dos 25 anos, queremos dizer sobre resistir, sobre a luta pela sobrevivência, a falta de esperança e sobre os rumos que o país está tomando”, explica.

 

Compõem o elenco ainda a atriz Neise Neves, co-fundadora da Pierrot Lunar, e a musicista e atriz convidada Jussara Fernandino, parceira de outros trabalhos da companhia desde 1993. As atrizes dão vida, respectivamente, a Dirce, uma confusa mulher de meia idade que vive nos dias atuais e está envolvida na procura de uma amiga que se perdeu em uma viagem; e a Lia, uma mulher com pouco mais de 60 anos, que abriu mão de seu talento de perfumista para ajudar o homem que amava a erguer uma rede de farmácias, e agora está prestes a ser demitida.

 

“Nada mais natural para um grupo, com o tempo de estrada da Pierrot, chegar à maturidade tocando em temas profundos”, explicaChico Pelúcio, que assina a direção do trabalho realizando um desejo antigo dos integrantes da companhia. Segundo Pelúcio, “Um Pouco de Ar, Por Favor” traz uma mensagem não de impotência, mas de luta. Luta contra a falta de ar provocada por recentes retrocessos da esperança no país e no mundo, pela transformação da liberdade em prisão, do amor em ódio. “Temos tentado expurgar nossa sensação de isolamento com a criação do espetáculo. Queremos dividir com o espectador o desejo de transformar a falta de ar opressiva em falta de ar por excesso, que é natural das grandes felicidades’’, completa.

 

Nos últimos anos, a companhia tem se dedicado à pesquisa do Teatro Narrativo que resultou nos espetáculos “Atrás dos Olhos das Meninas Sérias”, “Sexo, ambos com direção de Juarez Guimarães Dias, e Acontecimento em Vila Feliz, dirigido por Léo Quintão. Segundo Neise Neves, em “Um Pouco de Ar, Por Favor” o desejo de experimentar a dobradinha Pelúcio e Abreu vem da vontade de ampliar as possibilidades do teatro, inclusive redescobrir a dramaturgia tradicional. 

 

A primeira inspiração para o texto veio da obra do escritor e jornalista inglês George Orwell, partindo de uma personagem do livro “Coming Up For Air”. Nas primeiras improvisações, começadas ainda no ano passado, surge o esboço do trio de personagens Lia, Jorge e Dirce, que vai ganhando corpo à medida que o texto de Abreu traz mais informações. A música, nascida de workshops e “viagens musicais” do elenco, também foi inspirando e dando novos coloridos à encenação.

 

Com a chegada das cenas, o Teatro Narrativo aparece de novo, mas agora com a irreverência de Luís Alberto de Abreu, que coloca os atores em cheque. O dramaturgo propõe alternar personagem e ator, durante as narrativas, fazendo com que todos, inclusive o público, sintam-se pertencentes, de alguma maneira, àquela condição, em busca de mais liberdade, amor e identidade. “No estilo das peças de Luigi Pirandello, os personagens ganham autonomia em relação a seus criadores, questionam a forma com que foram elaborados. Ao final, revelam uma humana compaixão por seus criadores que sofrem as mesmas limitações, transitam no mesmo desconhecido, vivem as mesmas incertezas e sofrem a mesma falta de ar que os personagens”, explica Luis Alberto de Abreu.

 

 

SERVIÇO

Espetáculo “Um Pouco de Ar, Por Favor”

 

Onde: Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte  – CCBB-BH

Quando: De 02 a 12 de novembro (de sexta a segunda), às 19h

Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada)

Vendas: bilheteria do teatro

Vendas online: www.eventim.com.br

Classificação: 12 anos

Duração: 1h

Mais informações: (31) 3431-9400

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/belo-horizonte/

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Luis Alberto de Abreu

Direção: Chico Pelúcio

Assistência de Direção: Ana Régis

Elenco: Jussara Fernandino, Léo Quintão e Neise Neves

Direção Musical: Fernando Muzzi

Trilha Sonora Original: Jussara Fernandino, Neise Neves e Fernando Muzzi

Cenografia: PAR Cenografia e Arquitetura (Branca Peixoto e Bruna Cosfer)

Figurino: Tereza Bruzzi

Assistente de figurino: Edsel Duarte e Paula Melo

Design de luz: Cristiano Diniz

Concepção e Direção Visual videográfica e videomapping: Guilherme Pedreiro

Assistência de videomapping e operação de projeções: Fabiano Lanna

Provocador Dramatúrgico: Vinícius Souza

Coordenação de Produção: Léo Quintão e Neise Neves

Produção Executiva: Paula Libéria

Assessoria de Imprensa: Rizoma Comunicação

Projeto Gráfico: QDesign

Realização: Cia Pierrot Lunar

 

CIA PIERROT LUNAR

 

A Companhia nasceu em dezembro de 1993, tendo seu nome se inspirado na peça musical dodecafônica de Arnold Schoenberg, Pierrot Lunaire, e ciclo de poemas de Albert Giraud, que compunham exercícios de preparação para os primeiros espetáculos. Apresenta em seu currículo dez espetáculos, cenas curtas, leituras dramáticas, o “Palco BH – primeiro guia de artes cênicas de Belo Horizonte”, produzido entre os anos de 2000 e 2005, e diversos eventos como o “Bazar de Histórias”, que promove a integração entre espectador e artista, o “Café com Cinema”, que resgata o cinema de bairro, com exibições gratuitas, a curadoria e produção do 21 e 22º Encontro SESI de Artes Cênicas de Araxá (MG), a “Mostra Mulheres em Cena”, que apresenta espetáculos que tem a mulher como foco, o “Curta Dança – primeira mostra de danças curtas”, e o “Aberto para o Jantar – coma, beba e seja feliz”, evento de gastronomia e arte da Cia.

 

CURRÍCULOS

 

CHICO PELÚCIO

É Ator, iluminador e diretor de teatro, integrante do Grupo Galpão, onde já atuou  também como assistente de direção, diretor e iluminador de alguns espetáculos acumulando alguns prêmios por esses trabalhos. Dirigiu diversos espetáculos de outras companhias de teatro, dança e circo, tendo como destaque as primeiras montagens de operetas de rua da Cia Burlantins, quatro Oficinões do Galpão Cine Horto, a ópera “A redenção pelo Sonho” de Tim Rescala no Rio de Janeiro,  o Circo Roda de São Paulo, Cia Camaleão de Dança  entre outros. No cinema  teve participações em filmes como Depois Daquele Baile de Roberto Bomtempo, Batismo de Sangue de Helvécio Ratton, Moscou  de Eduardo Coutinho, Flores Raras de Bruno Barreto e na TV  A Cura e Pedacinho de Chão da Rede Globo entre outros. Como diretor realizou os curtas documentário Uma Breve História de Viagem, Flor Minha Flor e Primeiro Sinal -A História do Teatro em Belo Horizonte dos Primórdios até 1980. Como gestor cultural foi responsável pela coordenação de produção do Grupo Galpão por vários anos, coordenador geral de dois Festivais Internacionais de Teatro de Rua e do primeiro Festival Internacional de Teatro Palco e Rua – FIT BH. Foi presidente da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes em 2005/2006.

 

LUIS ALBERTO DE ABREU (SP)

Começou a carreira como dramaturgo e, depois, passou a escrever roteiros para cinema e TV. Em seus 28 anos de carreira, já conta com mais de 40 peças teatrais em seu repertório, com destaque para a antológica Bella Ciao, as premiadas Borandá e Auto da paixão e da alegria, ambas encenadas pela Fraternal Companhia de Arte e Malas Artes; e O Livro de Jó, montada pelo Teatro da Vertigem. Como roteirista se destacou no cinema com os filmes Maria (1985); juntamente com Jean Claude-Bernardet; e os premiados Kenoma (1998) e Narradores do Vale de Javé (2000). Para TV, escreveu os roteiros de duas minisséries globais: Hoje é Dia de Maria (2005) e A Pedra do Reino (2006). Foi, ainda, professor de dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André por oito anos e dramaturgo residente no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), sendo o autor de peças levadas à cena por Antunes Filho, como Rosa de Cabriúna e Xica da Silva. Recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA – 1980, 1982, 1985, 1996), Prêmio Mambembe do Instituto Nacional de Artes Cênicas (1982), Prêmio Molière da Companhia Air France (1982), Prêmio Mambembe (1995), Prêmio Apetesp (1995), Prêmio Panamco (2002) e Prêmio Shell (2004). Mora em Ribeirão Pires, SP.

 

LÉO QUINTÃO

É fundador e integrante da Cia Pierrot Lunar e já atuou em mais de 15 espetáculos. Atualmente está nos espetáculos “Um pouco de Ar, por favor”, “Atrás dos Olhos das Meninas Sérias” e no espetáculo de rua “Acontecimento em Vila Feliz”, em que atua e dirige, todos em repertório. Foi dramaturgo e diretor do espetáculo “#tudodenós”, da Pierrot Teen, grupo de formação da Cia Pierrot Lunar. Atua TV, onde participou de novelas como “A Lei do Amor”, “Rock Story”, “Haja Coração”, “Sete Vidas” e “Babilônia” (ambas da TV Globo); séries como “Poltrona 27” (Canal Brasil), “Agora é com a Gente” (TV Futura); programas educacionais, institucionais e comerciais. No cinema, atuou nos filmes como “Atrás dos Olhos das Meninas Sérias”, “Foro Íntimo”, “A Batalha das Colheres”, “O Menino no Espelho”, “Sofá Verde”, “O Homem das Multidões”, “Batismo de Sangue”, “Ognatoque”, “Família”, “Pequenas Histórias”, “O Homem da Cabeça de Papelão”, “Os Filmes que não fiz”, “Tudo que tenho a dizer”, “Pontiac”, “Samba-Canção”, entre outros. 

NEISE NEVES

É atriz, cantora, preparadora de elenco para audiovisual, gestora cultural e professora. No teatro, atuou nos espetáculos “Acontecimento em Vila Feliz” (formato para rua); “Atrás dos Olhos das Meninas Sérias”, onde recebeu prêmio de melhor atriz, no II Festival Nacional de Teatro de Teresina. Trabalhou como produtora em todos trabalhos acima, além de ter sido assistente de direção em “Sexo”, todos da Cia Pierrot Lunar, grupo em que é fundadora. Em cinema e TV atuou no longa metragem “Atrás dos Olhos das meninas Sérias”, de Carlos Canela, ainda em processo de finalização; série para o Canal Brasil, Poltrona 27; curta metragem Obcecados; longa metragem Família, de Guilherme Reis; longa metragem de Helvécio Ratton, Pequenas Histórias/2008; longa metragem do mesmo diretor, Batismo de Sangue /2007; curta metragem Homem da Cabeça de Papelão, de Carlos Canela. Foi preparadora de elenco infanto-juvenil da série pra TV “Poltrona 27”, direção de Paulo Thiago; do elenco infantil pra série de TV “Árvore dos Araújos”, direção de Alfredo Alves; do curta metragem Cheiro do Mundo, direção de Fabiana Leite.

 

JUSSARA FERNANDINO

Doutora e Mestre em Artes/Artes Cênicas pela Escola de Belas Artes da UFMG, Especialista em Educação Musical e Graduada em Música pela Escola de Música da UFMG. Atriz pela Fundação Clóvis Salgado (BH). Professora adjunta da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolve pesquisa sobre a interação Música-Teatro em parceria com o professor e artista Ernani Maletta. Com trabalhos artísticos em ambas as áreas, alguns premiados, atuou sob a direção de Wilson Oliveira, Cida Falabella, Chico Pelúcio, Marcelo Bones, Tim Rescala, Eduardo Álvares, Paula Manata. Foi integrante dos grupos Ópera Vitrine (Música-Cênica), Cia. Pierrot Lunar (Teatro) e Cia. Burlantins (músicos-atores), tendo participado de eventos como o Festival do Teatro Brasileiro, Festival Recife do Teatro Nacional, Circuito Telemig Celular de Cultura, Caravana Funarte, X Bienal de Música Brasileira Contemporânea, IV Encontro de Compositores e Intérpretes Latino-americanos, Mostra Internacional de Música Cênica; na atuação, direção ou na composição de trilhas sonoras. É autora dos musicais infantis Rio Mar: mistérios do Velho Chico, Mistura Brasil e O presépio, compostos para o Projeto Cariúnas (BH).

Data

10/11/18

Tempo

19:00

Custo

R$30 (inteira) / R$15 (meia)

Mais Informações

Ingressos

Localização

CCBB
Praça da Liberdade
Categoria
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