FESTIVAL SAI DA REDE

FESTIVAL SAI DA REDE

Em sua segunda edição em Belo Horizonte, o Festival Sai da Rede, do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), desembarca com novidades, de 13 a 16 de setembro. Além da seleção habitual da música fresquíssima de novos artistas que vem sendo o fio condutor do festival desde seu início, em 2011, quando deu seus primeiros passos em âmbito nacional, a edição deste ano conta também com a exibição de filmes e bate-papos, ambos dentro do centro cultural.

Baco Exu do Blues, Àttooxxá, Plutão Já foi Planeta, Luiza Lian, Inconili, Ana Muller, Luedji Luna e Almério são os nomes escolhidos para a programação musical deste ano que acontecerá nos teatros do CCBB, com curadoria dos pesquisadores de música brasileira e produtores culturais Amanda Menezes (sócia da Tema Eventos Culturais) e Pedro Seiler (um dos integrantes do Queremos!), idealizadores do projeto.

A curadoria de cinema estará sob os olhares de Tatiana Leite, Mariana Amaral e Nina Ribeiro, que selecionaram os filmes “Castanha”, “Contos da Maré”, “Arábia”, “Charizard”, “António 1,2,3”, “A Canção do Asfalto” e “A Cidade Onde Envelheço”.

Já os bate-papos serão comandados pelo Choque de Cultura e por Mulheres na Web, este com as participações de Clara Averbuck, Ana Luiza Palhares (Cinderela de Mentira) e Karla Lopes (Hey Cute).

Neste ano, assim como em 2017, o Festival iniciou seu circuito nacional em Brasília e passa pelos CCBB’s de São Paulo (30 e 31/08 e 1º/09), Rio de Janeiro (05 a 08/09) e de Belo Horizonte (13 a 16/09).

Como de costume, todas as atrações selecionadas se destacam por fazerem uso da internet como principal meio de divulgação de seus trabalhos. Nas inúmeras ferramentas e redes disponíveis na web, os artistas do Sai da Rede encontram caminhos de se tornarem conhecidos, muitas vezes de forma espontânea, ora pinçados por pesquisadores e aficionados por novas tendências, ora a partir de estratégias bem elaboradas, porém, sempre de maneira independente.

Assim, o Sai da Rede serve de plataforma para que artistas e propostas culturais, que vêm ganhando o mundo com seus incontáveis seguidores, se apresentem ao vivo, uma vez que se encontram ainda um tanto restritos à exposição e performances virtuais em seus canais de vídeo, áudio ou nas redes sociais, a exemplo de artistas como Baiana System, O Terno, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Tiê, Lucas Estrela, Carne Doce, Tássia Reis, As Bahias e a Cozinha Mineira, atrações de edições anteriores, que à época pouco tinham sido vistos ao vivo.

Com uma programação diversificada e formada essencialmente por artistas jovens e politizados, o festival leva ao palco temáticas que estão na ordem do dia, como igualdade de gênero, luta contra o racismo e por igualdade social.

Mais sobre o Sai da Rede

O festival já teve passagens pelos CCBB’s do Rio de Janeiro em 2013 e 2017, de Brasília nos anos de 2011 e 2017, de São Paulo, em 2012 e 2017, e Belo Horizonte, em 2017. Em Salvador, fez uma edição especial na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no ano passado. Ao final deste ano de 2018 e depois de revisitar os quatro CCBB’s, o Sai da Rede chegará à sua 12ª Edição.

Programação

Audiovisual – Cinema CCBB BH – Teatro II

* Sábado, 15 de setembro:

– às 16h: Contos da Maré + Arábia

– às 18h: Castanha

* Domingo, 16 de setembro:

– às 14h: Charizard + António 1,2,3

– às 18h: A Canção do Asfalto + A Cidade Onde Envelheço

Bate-papos

*Sábado, 15 de setembro – às 14h – CCBB BH – Teatro I

Choque de Cultura

Programa de humor, no formato de uma mesa redonda, em que quatro personagens, um apresentador e três comentaristas – “os maiores nomes do transporte alternativo” (ou motoristas de van, para os não iniciados) – discutem cinema. O programa, que finalizou sua segunda temporada no início deste ano, vai ao ar no Youtube, é produzido pela TV Quase e divulgado no site de entretenimento e cultura pop Omelete. Grande parte dos episódios disponíveis tem cerca de um milhão de visualizações e, apesar da longa pausa (a terceira temporada só volta em dezembro), o Choque de Cultura não deixa de ser assunto na internet e também fora dela: está em centenas de memes que reproduzem bordões dos personagens e também na fantasia dos foliões que foram às ruas no Carnaval deste ano.

* Domingo, 16 de setembro: às 16h- CCBB BH – Teatro II

Mulheres na Web: Mediada por Clara Averbuck, Ana Luiza Palhares (Cinderela de Mentira) e Karla Lopes (Hey Cute), representantes femininas debatem a participação da mulher na internet e abordando temas como feminismo, ativismo social, questões de gênero, igualdade racial e aceitação do corpo.

Shows: CCBB BH – Teatro I – 19h30

* Quinta, 13 de setembro

– Inconili

Iconili é uma banda formada por 11 integrantes. Em seu som instrumental traz uma mistura peculiar de timbres imersos em atmosfera de transe. Sopros, guitarras, teclado e uma cozinha bem temperada promovem cruzamentos rítmicos e culturais, evocando o jazz, a África, o rock, o Brasil, o novo, o velho, o visual e o musical. Tudo no mesmo caldeirão, dançante e psicodelicamente tropical. O som do Iconili combina de forma única a força, as sutilezas e a ancestral energia dos ritmos afro-brasileiros, do rock, do afrobeat, com boas doses de psicodelia, mergulhos e contemplação. Como resultado, os shows são explosivos e cheios de contrastes, agradam tanto aos que querem mexer o corpo, quanto aos que querem apreciar confortavelmente uma boa música feita com coração e competência.

– Ana Muller

Criada ao som do rock brasileiro oitentista e da explosão da mpb nos anos sessenta e setenta, Ana Muller é cantora, natural de Ibatiba-ES, e compõe desde criança. Em meados de 2015 começou despretensiosamente a postar suas músicas na internet e viu muita gente se identificar e compartilhar seus momentos emocionais em tempo real. Lançou em 2017 seu primeiro EP, através do Selo Garimpo, braço fonográfico do Brasileiríssimos. O trabalho abre um leque de diversidade musical e cultural dentro da obra da jovem, mantendo o clima do violão original de suas canções e incluindo novos instrumentos e ritmos. Todas as canções são feitas e cantadas em primeira pessoa, contando experiências próprias e fazendo uma espécie de trilha sonora do seu próprio processo de amadurecimento e fechamento de ciclos.

* Sexta, 14 de setembro

– Almério

O show em conjunto com Jonhy Hooker e Liniker no palco Sunset, do Rock in Rio 2017, entrega: Almério é, inegavelmente, uma das revelações da música brasileira atual. Com timbre andrógino que remete à linhagem de cantores descendentes da voz matricial de Ney Matogrosso, como Filipe Catto e João Fênix, o cantor e compositor pernambucano Almério é natural de Altinho e iniciou sua carreira de cantor e ator em Caruaru, em 2003, o que confere aos seus espetáculos musicais um lado performativo e moderno. Seu primeiro álbum “Almério” foi lançado em 2013, o que lhe rendeu o Troféu Catavento 2014, da Rádio Cultura. Mas foi com “Desempena”, o segundo disco, lançado em 2017 e gravado com o Prêmio Natura que sua música ganhou ares mais amplos. As letras, originais ou de outros autores, falam sobre temas diversos, como relacionamentos, vazio existencial, lascívia, o bem e o mal, mostrando sua inquietação diante do mundo turbulento que o cerca. Além do Rock in Rio, em 2017, Almério abriu, no Rio de Janeiro, o show “O Grande Encontro”, de Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, e dividiu o palco com a cantora Mariene de Castro num show dirigido por Zé Mauricio Machline. Em julho, será uma das atrações escaladas para o Festival Mimo em Portugal.

– ÀTTOOXXÁ

Depois do Baiana System, atração do Sai da Rede em 2013, ÀTTØØXXÁ é a atual revelação da música baiana. “Nossa missão é juntar a música periférica da Bahia ao que tem sido mais consumido pela música pop hoje, que é o eletrônico”, conta o DJ e produtor Rafa Dias, fundador do projeto. Nascido em Paulo Afonso, a cerca de 500 km de Salvador, Dias pensou, inicialmente, em criar o ÀTTØØXXÁ para dar uma nova cara ao arrocha, misturando com o dubstep (uma das vertentes mais pesadas da música eletrônica). Há um ano e meio, o projeto ganhou nova forma: virou banda com a vinda de Osmar Oz (bateria e voz), Raoni Knalha (voz) e Wallace Chibata (guitarra) e passou a abranger o pagodão e o samba. “#BLVCKBVNG” é o nome do álbum de estreia e “Elas gostam”, de seu repertório, caiu de vez no gosto popular quando Márcio Victor, líder do grupo Psirico e um dos maiores hitmakers da Bahia, a regravou com a banda, mexendo em alguns versos da letra e adicionando a sua percussão característica. A nova versão, “Elas gostam (Popa da bunda)”, foi eleita pela Pesquisa Bahia Folia como a música do carnaval baiano de 2018.

* Sábado, 15 de setembro

– Luiza Lian

A cantora e compositora Luiza Lian, funde a experiência de uma espiritualidade sincretizada com a intensa realidade urbana de São Paulo. Seu segundo lançamento, o álbum visual Oyá Tempo, produzido por Charles Tixier envolve sua complexa poesia em uma sonoridade eletrônica e sampleada, misturando a ancestralidade sul-americana com um futuro de ficção-científica onde a cultura dos Orixás encontra o trip hop e um psicodélico funk Brasileiro.

– Baco Exu do Blues

Baco Exu do Blues, projeto do rapper baiano Diogo Moncorvo, vem carregado de um tom provocador e um leve escárnio em tudo que canta. Em setembro de 2017 lançou o seu primeiro disco solo, “Esú”, indicado ao Troféu APCA 2017 nas categorias Artista Revelação, Música do Ano e Disco do ano. “Te amo disgraça”, uma das canções do álbum, foi laureada como a Melhor Música de Rap pelo site Genius, através do Prêmio Genius Brasil de Música 2017. O álbum constrói uma ponte entre fé, morte, amor, literatura (como nas citações aos escritores Jorge Amado, Machado de Assis e Mário de Andrade), fotografia (com inspirações no artista baiano Mario Cravo Jr.) e cinema (como em canção homônima ao sci-fi de Pedro Almodóvar, “A Pele que Habito”).

* Domingo, 16 de setembro

– Luedji Luna

“Um corpo no mundo” é o nome do disco de estreia da baiana Luedji Luna, gravado através de financiamento coletivo e lançado em outubro do ano passado, angariando elogios pela sua sonoridade elegante, que mescla ritmos afro-brasileiros a jazz e blues emoldurados por uma belíssima voz e poética privilegiada. Filha de professores e ativistas do movimento negro baiano, Luedji Luna faz de seu canto um ferramenta lírica de posicionamento sobre o mundo. Foi membro do Bando Cumatê, coletivo que visa pesquisar e difundir manifestações artísticas tradicionais da cultura brasileira, e é cofundadora do Palavra Preta, mostra que reúne compositoras e poetas negras de todo o Brasil. Antes mesmo de lançar o álbum a cantora e compositora recebeu três indicações ao Prêmio Caymmi de Música, que fomenta novos talentos no estado da Bahia, assim como o Prêmio Afro. Desde 2015, reside em São Paulo e vem participando de projeto audiovisuais como o Balcony TV, e, mais atualmente, do Sofar Sound. Seu próximo disco será produzido pelo sueco Sebastina Notini, produtor dos dois últimos discos de Tiganá Santana e do aclamado “Mama Kalunga”, da também baiana Virgínia Rodrigues, com previsão de lançamento em 2019.

– Plutão já foi Planeta

Atração do festival Lolapalooza 2018, em março, em São Paulo, a banda Plutão já foi Planeta nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte. Seus integrantes, Natália Noronha (voz, violão, teclado e baixo); Gustavo Arruda (voz, guitarra e baixo); Sapulha Campos (voz, guitarra, ukulele e escaleta), Vitória De Santi (baixo e teclado) e Renato Lelis (bateria), começaram a tocar juntos em 2013. No ano seguinte, lançaram o primeiro trabalho de estúdio, “Daqui Pra Lá”. Com o disco, levaram seu indie-pop a festivais por todo o país, como Bananada (GO), DoSol (RN), MADA (RN), e Rolling Stone (SP), e ganharam prêmios como o Troféu Cultura e Prêmio Hangar de Música. Em 2016, foram vice-campeões do reality show “SuperStar”, da Rede Globo. Em março do mesmo ano lançaram o segundo álbum, “A última palavra feche a porta”, em parceria com o selo Slap, da Som Livre, e produção musical de Gustavo Ruiz (Tulipa Ruiz e Trupe Chá de Boldo). Maria Gadú e Liniker fazem participação especial em “Duas” e “Insone”, respectivamente.

Serviço

Patrocínio: BANCO DO BRASIL

Festival Sai da Rede 2018 – Edição BH – 13 a 16 de setembro

Local: CCBB Belo Horizonte

Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários

Programação:

Cinema

Sábado, 15 de setembro:

– às 16h: Contos da Maré + Arábia

– às 18h: Castanha

* Domingo, 16 de setembro:

– às 14h: Charizard + António 1,2,3

– às 18h: A Canção do Asfalto + A Cidade Onde Envelheço

Bate-papos

Choque de Cultura – sábado, 15 de setembro – às 14h – CCBB BH – Teatro I
Mulheres na web (Clara Averbuck, Ana Luiza Palhares e Karla Lopes) – domingo, 16 de setembro: às 16h- CCBB BH – Teatro II

Shows – Teatro I, às 19h30

13 de setembro: Iconili / Ana Muller

14 de setembro: Almério / Attooxxa

15 de setembro: Luiza Lian / Baco Exu do Blues

16 de setembro: Luedji Luna / Plutão já Foi Planeta

Ingressos: Shows: R$ 30 (inteira) e R$ 15

Programação audiovisual (filmes): R$ 10 (inteira) e R$ 5

Bate- papos: gratuitos, mediante retirada de senha (sujeito à lotação do espaço)

(meia para clientes e funcionários do BB, estudantes, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e jovens entre 19 e 25 anos, comprovadamente carentes)

Haverá pré-venda para clientes Banco do Brasil de 31/08 a 02/9. Os ingressos para o público em geral começam a ser vendidos dia 5 de setembro na bilheteria do CCBB de quarta a segunda, das 9h às 21h ou pelo site www.eventim.com.br.

Classificação indicativa: 12 anos

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Acompanhe:

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https://www.instagram.com/saidarede/

http://www.bb.com.br/cultura

Data

14/09/18

Tempo

19:30

Custo

R$30 (inteira) / R$15 (meia) - SHOWS

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Localização

CCBB
Praça da Liberdade
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